O 1.º de Dezembro e a recuperação da soberania
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O 1.º de Dezembro e a recuperação da soberania



Nosso comentário:


Em vésperas do 1.º de Dezembro, data que, como sabem, é comemorativa da libertação de Portugal do jugo estrangeiro no ano de 1640, é bom que todos, sem exceção, reflitamos.
Sei que estamos em 2012, século XXI, portanto algo longe da situação de 1640, século XVII.
Todavia, as conversas de então, nesse período de ocupação estrangeira entre 1580 e 1640,  não deveriam ir parar a outro assunto que não fosse o da perda de soberania e grave crise de então.
Tal como agora, o paralelismo parece evidente.
A perda de soberania hoje não é política como naquele tempo, é apenas financeira, apenas está diminuída pelo acesso negado aos mercados financeiros. Apesar disso, não há conversa entre cidadãos portugueses em que o assunto não seja a situação atual.
Fala-se disso, dessa perda de soberania, de um governo fraco ao serviço dos mandantes estrangeiros, conspira-se, tal como então, em encontrar formas de protesto, mais ou menos veementes, que alterem a situação atual. Os portugueses de 1640 intentaram sair da situação em que estavam e conseguiram.
Estamos todos indignados. Tristes. Podem atribuir-se responsabilidades a estes e aqueles, podemos chamar nomes uns aos outros. Aos políticos, à banca, aos senhores da Europa, à crise generalizada, etc etc. a uma pergunta, porém, temos que responder:
Que caminho?
Continuar este que vem sendo seguido, que está a dar os resultados que estão à vista?
Depois do roubo vergonhoso, imperdoável, dos subsídios de Natal e de Férias, aumentos brutais de impostos, seguem-se assaltos a outras fontes onde o dinheiro existe...saúde, educação, trabalho, venda de património nacional, etc etc. e mesmo assim chegamos a resultados catastróficos...
Desemprego aumenta, pobreza aumenta, recessão agrava-se, crescimento não há, emigração aumenta, dívida aumenta (consequentemente os juros da mesma também)
Cabe perguntar, este caminho a ser prosseguido, leva-nos aonde ? seremos nós masoquistas? vamos aguentar um barco que nos leva ao fundo? vamos seguir um timoneiro que só vê estreito e incerto?
E alternativa?
Pois bem, na minha modesta opinião, e sem ter de se ir, nesta fase, para soluções radicalmente diferentes da atual, que as há, teria pelo menos que mudar a gente que nos governa.
Mudar o discurso assustador da governação, na palavra e no modo.
Um discurso desajustado. Agressivo. Sem dó nem piedade. Não condiz com democracia.
Depois quem viesse, teria por missão mobilizar os portugueses de forma convincente com um plano credível e equitativo de como ir gerindo o pagamento da dívida.
A par disso, estabelecerem-se metas de desenvolvimento que levem a um crescimento económico e criação de postos de trabalho. Que se semeie a esperança, não a negação da esperança...
Exigem-se timoneiros com rumo, que tratem bem os concidadãos, que os respeitem mesmo quando lhes são pedidos sacrifícios. Especialmente quando lhes são pedidos sacrifícios desta monta.


PS. Deixo uma notícia que nos dá conta da subida do desemprego. Um susto!



Fiquem bem, António Esperança Pereira
 
 
http://lusito.bubok.pt/


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Taxa de desemprego sobe para 16,3%


30 de Novembro, 2012

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 16,3% em Outubro, acima dos 16,2% de Setembro, sendo a terceira mais alta entre os Estados-membros, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat.
Nos números divulgados hoje, o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) reviu em alta os dados divulgados a 31 de Outubro, que apontavam para uma taxa de desemprego de 15,7% em Portugal, em Setembro.
Em Agosto, a taxa de desemprego em Portugal também já tinha atingido os 16,3%.
Na zona euro, a taxa de desemprego subiu para 11,7% em Outubro, contra 11,6% em Setembro, enquanto na União a 27 aumentou para 10,7%, em comparação com os 10,6% observados no mês anterior.
Entre os Estados-membros, Portugal continua a ter a terceira taxa de desemprego mais elevada, apenas atrás de Espanha (26,2%) e da Grécia (25,4%, valor referente a Agosto), enquanto Áustria (4,3%), Luxemburgo (5,1%) e Alemanha (5,4%) apresentam as taxas mais baixas.
Na comparação com Outubro do ano passado, a taxa de desemprego em Portugal subiu de 13,7% para 16,3%, um dos maiores crescimentos entre os Estados-membros, a par dos registados na Grécia (de 18,4% para 25,4%, valores referentes a Agosto), em Chipre (de 9,2% para 12,9%) e em Espanha (de 22,7% para 26,2%).
No mesmo período, na zona euro, a taxa de desemprego subiu de 10,4% para 11,7%, enquanto na UE avançou de 9,9% para 10,7%.
Entre os jovens (com menos de 25 anos), Portugal registou um aumento, em termos mensais, com a taxa a passar de 39% em Setembro para 39,1% em Outubro, acima das taxas de 23,9% e 23,4% observadas na zona euro e na UE, resistivamente.
O aumento do desemprego jovem em Portugal é mais expressivo se recuarmos a Outubro de 2011, altura em que a taxa se situava nos 33,1%.
De acordo com as estimativas do Eurostat, em Outubro, existiam 25,913 milhões de pessoas desempregadas na União a 27, das quais 18,703 milhões na zona euro.
O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Lusa/SOL



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